Dicas para seu veículo: Part VIII

Lâmpadas

Cuidado na hora de comprar uma lâmpada para seu carro.

Você pode estar comprando uma lâmpada de 2ª linha, colocando em risco a sua vida, de sua família e dos demais motoristas.

Algumas dicas para você não sair no prejuízo:

- Verifique se a marca da lâmpada de farol que você está comprando é original de fábrica. Desta forma, você estará evitando danos no sistema elétrico do seu veículo, além de multas e possíveis acidentes de trânsito provocados pelo ofuscamento gerado pelas lâmpadas de segunda linha ou piratas.

- Não utilize as lâmpadas que possuem restrições de comercialização na Europa e Estados Unidos e lâmpadas de faróis de 2a linha não atendem aos requisitos mínimos de qualidade e segurança exigidos pelas normas técnicas internacionais e Resolução CONTRAN, portanto ofuscam os veículos que transitam em sentido contrário, podendo provocar acidentes de trânsito. Além disso, são passíveis de multas e danificam o sistema elétrico do veículo incluindo chicote elétrico, chave de luz, lente dos faróis e fusíveis. Estas lâmpadas possuem vida útil reduzida, o que diminui os intervalos com manutenção.

- Não utilize lâmpadas de 100W para o trânsito urbano, você estará ofuscando o veículo que transita em sentido contrário, podendo provocar um acidente de trânsito. Além disso, poderá ser autuado já que as lâmpadas de 100W são proibidas para uso em ruas, estradas e rodovias, conforme Lei 9.503 do Código de Trânsito Brasileiro e Resolução CONTRAN 692/88. Além disso, as lâmpadas de 100W provocam danos no sistema elétrico do veículo incluindo chicote elétrico, chave de luz, lente dos faróis e fusíveis.

Manutenção Preventiva
Troque as lâmpadas enquanto é tempo

A troca preventiva de lâmpadas é recomendável a cada 50.000 km. Mesmo funcionando corretamente, a lâmpada perde cerca de 30% da luminosidade ao longo do uso. E isso representa uma redução de 1/3 também na sua segurança.

Aprenda a identificar você mesmo às lâmpadas "cansadas". É muito fácil: basta observar o bulbo (vidro da lâmpada) para ver seu enegrecimento. O enegrecimento é um sinal de que a lâmpada está perto do fim.

Ele é causado pela evaporação do filamento de tungstênio, ou seja: as partículas vão se desprendendo do filamento e se acumulando na superfície do bulbo. Com isso, além de oferecer menos luz, a lâmpada começa a reter calor, o que acelera ainda mais o processo de evaporação do tungstênio.

Quando você menos esperar, ficará no escuro. Por isso, olhe atentamente o vidro de suas lâmpadas.

Na checagem periódica das lâmpadas externas, deve-se também observar o conjunto óptico. Se o vidro estiver embaçado, é sinal de infiltração de água, causado por alguma rachadura no conjunto óptico, o que aumenta consideravelmente o risco de queima precoce da lâmpada.

Troque as lâmpadas sempre aos pares

Quando queimar a lâmpada de um dos faróis, troque a do outro também. As lâmpadas são fabricadas pelo mesmo processo, com o mesmo material e o mesmo equipamento. Por isso, elas têm aproximadamente a mesma durabilidade. Ou seja, quando uma lâmpada queima, é muito provável que a outra, que é igual, esteja também próxima do seu fim de vida.

Trocando o par, você estará mais garantido e livre de imprevistos. E mais: não vai gastar tempo e dinheiro parando para fazer outra troca.

Verifique sempre as luzes de sinalização

Nem sempre a falta de luz do veículo é causada por uma lâmpada queimada. Podem ocorrer problemas de curto-circuito, oxidação de contatos, contatos soltos pela trepidação e ainda assim a lâmpada não estar queimada.

Redobre sua atenção e controle constantemente essas luzes. Você pode verificar seu funcionamento mesmo sem sair do carro. Basta observar o reflexo no pára-choque de outros carros ou na parede da sua garagem.

Vale a pena ser prevenido. Mantenha lâmpadas de reserva em seu porta-luvas

Não basta substituir as lâmpadas queimadas. É importante e muito útil manter lâmpadas de reserva no seu porta-luvas.

Poderão ser úteis em qualquer emergência. Assim, você evita multas, acidentes e aumenta o seu conforto, pois dirigir com luz insuficiente além de perigoso é muito cansativo.

MULTAS E INFRAÇÕES
LÂMPADAS DE 100W

As lâmpadas de 2º linha para faróis são geralmente produzidas com 100 Watts de potência para dar a impressão de mais luz. Estas lâmpadas são altamente ofuscantes podendo provocar acidentes de trânsito. Por este motivo são proibidas para uso em ruas, estradas e rodovias conforme Lei 9.503 de 23/09/1997 - Código de Trânsito Brasileiro e Resolução CONTRAN 692/88.

Resultado: O motorista pode ser autuado, receber multa de R$ 127,20 + 5 pontos na carteira e ter o seu veículo apreendido para regularização.

O excesso de calor emitido pelas lâmpadas de 100 Watts provoca trincas nos faróis com lentes de vidro e danifica o refletor do farol, deformando as lentes de policarbonato (plástico). Além disso, emitem radiação ultravioleta que provoca o "amarelamento" da lente de plástico.

Resultado: após um tempo de uso o consumidor tem que substituir os faróis.

LÂMPADAS DE 2º LINHA DE LUZ AZUL

As lâmpadas de 2º linha que emitem luz "azul" também são proibidas conforme Lei 9.503 de 23/09/1997 - Código de Trânsito Brasileiro e Resolução CONTRAN 692/88.

Resultado: O motorista pode ser autuado, receber multa de R$ 127,20 + 5 pontos na carteira e ter o seu veículo apreendido para regularização.

As lâmpadas de 2º linha de 100 Watts não permitem a regulagem dos faróis nem com o auxílio do equipamento chamado Regloscope. Sem a regulagem correta dos faróis o resultado de luz projetado na estrada é inferior ao das lâmpadas originais de 55 e 60 Watts.

Resultado: O motorista pode ser autuado, receber multa de R$ 127,20 + 5 pontos na carteira e ter o seu veículo apreendido para regularização.

Transitar com lâmpadas queimadas nos faróis, lanternas e luz de placa pode resultar em multa de R$ 84,80 + 4 pontos na carteira e na retenção do veículo para regularização.

Ou seja, se você utilizar uma lâmpada de 2º linha de 55 ou 100W que emite luz azul, você poderá ter um prejuízo com multas de até R$ 466,40 com 19 pontos na carteira de motorista, sem contar com os prejuízos das taxas para liberação do veículo, troca dos faróis, do chicote elétrico, dos fusíveis queimados, das trocas de lâmpadas pela queima prematura.

Muitas pessoas esquecem que o sistema de iluminação é um importante item de segurança e com a iluminação não se deve brincar. Acima das multas e dos problemas que estes produtos geram para os compradores, existe uma coisa que não pode estar em jogo: a vida e a segurança dos motoristas, seus familiares, pedestres e animais.

Lembre-se, ao trocar as lâmpadas do seu veículo exija lâmpadas originais.

Dicas para seu veículo: Part VII

Bateria
Você sabe qual a função da bateria no veículo?

A bateria tem a função principal de fornecer a energia necessária para a partida do motor do veículo. Ela também alimenta todo o sistema elétrico do veículo quando o motor não está em funcionamento, bem como auxilia o alternador, por tempo determinado, se por algum motivo ele não conseguir fornecer a totalidade da corrente elétrica necessária, estabilizando a tensão do sistema elétrico como um todo.

Do que uma bateria é composta?

A bateria é um acumulador elétrico que armazena energia na forma química e posteriormente a converte em corrente elétrica para atender às necessidades de funcionamento do veículo.

Existem baterias de várias tecnologias. As mais modernas são as "seladas" ou livres de manutenção e com adição de liga de prata.

Basicamente as baterias são constituídas de placas de chumbo (positivas e negativas), separadores e solução de ácido sulfúrico (eletrólito), elementos que ficam acomodados dentro de uma caixa plástica com separações internas.

É pelos cabos conectados nos pólos (positivo e negativo) da bateria que ela transfere a energia para o veículo.

Você sabia que o descarte correto da bateria é lei?

A Lei CONAMA nº257 estabelece que o fabricante é obrigado a proceder à coleta das baterias chumbo-ácido esgotadas e inservíveis com o intuito de dar a destinação ambiental correta aos rejeitos tóxicos destes produtos.

Sendo assim, o consumidor deve entregar a bateria esgotada a qualquer estabelecimento em que o produto é comercializado. Desta forma, a bateria retorna ao fabricante por meio do comerciante, que é obrigado a recolher toda bateria que lhe for entregue pelos consumidores, clientes e terceiros independentemente de ter aquele estabelecimento comercializado ou não o produto em questão.

É dever de todos contribuir para o atendimento da legislação vigente e para a preservação do ambiente.

Como aumentar a vida útil da bateria automotiva

- Sempre que ligar o veículo, procure mantê-lo em funcionamento por pelo menos 20 minutos. Durante este tempo, a carga da bateria, perdida durante a partida, deverá se recompor totalmente.

- Faça revisões periódicas do sistema elétrico do veículo (alternador, motor de partida, regulador de tensão, cabos e terminais e bateria). O mau funcionamento de algum destes itens compromete a vida útil da bateria automotiva.

- Evite o uso prolongado de equipamentos eletrônicos como rádio e DVD com o veículo desligado. O consumo excessivo poderá descarregar a bateria.

Como escolher o modelo de bateria para o veículo?

O modelo correto da bateria para o veículo pode ser consultado no manual do veículo ou nos catálogos dos produtos disponíveis no ponto de venda com o aplicador.

Para aplicar a bateria adequada é essencial conhecer o ano e modelo do veículo. Cada modelo de bateria terá uma amperagem correspondente. Pela amperagem, o aplicador fará a substituição.

LEMBRE-SE: nunca aplique bateria com amperagem inferior e informe ao aplicador se foram instalados acessórios elétricos opcionais no veículo.

Você sabe o que é CCA?

Você já ouviu falar que no frio o carro demora mais para "pegar"? Os carros modernos apresentam cada vez menos este problema e as baterias modernas também atendem cada vez mais a esta necessidade.

De qualquer forma, em baixas temperaturas o sistema elétrico como um todo requer mais energia nas partidas, ou seja, uma grande descarga em ampères (Ah) para fornecer corrente de partida ao motor de arranque.

O número CCA*, normalmente estampado na etiqueta do produto, significa a capacidade que a bateria tem de descarga em ampères a uma temperatura de -18ºC. Quanto maior o número de CCA, maior a sua capacidade de descarga.

Equilíbrio elétrico do veículo

Excesso de acessórios elétricos instalados no veículo prejudica o seu equilíbrio elétrico, descarregando a bateria sem dar chance ao alternador de repor sua carga.

Dicas para seu veículo: Part VI

Pintura

Seiva de árvores, fezes de pássaros e insetos “atropelados” podem manchar a pintura da carroceria, principalmente no capô que sempre trabalha em temperatura superficial superior.

Na hipótese de demora da lavagem completa, deve-se fazer a limpeza no local afetado o mais rápido possível.

Dicas para seu veículo: Part V


Injeção eletrônica

É uma das grandes inovações tecnológicas do automóvel. Surgiu na década de 1980 e foi aperfeiçoada na de 1990. A injeção, mesmo antes de contar com gerenciamento eletrônico, veio para substituir o velho carburador e agregar mais eficiência ao motor, principalmente quanto às emissões gasosas pelo escapamento. Como ocorria com o carburador, a função deste equipamento é fazer a mistura de ar e combustível, só que nos modernos sistemas isso é feito de maneira extremamente precisa.

Embora pareça complicado à primeira vista, o sistema é simples. Quem determina quando, quanto e por quanto tempo as válvulas de injeção (injetores) abrem é um computador. Mas ele faz isso baseado em informações como o quanto o motorista apertou o pedal do acelerador, a rotação do motor, a pressão reinante no coletor de admissão e as temperaturas do ar e do líquido de arrefecimento. Essas informações são colhidas por sensores e transformadas em sinal elétrico, para chegarem ao computador.

A quantidade de combustível deixado entrar irá se juntar ao ar que o motor está admitindo, momento em que se forma a mistura ar-combustível.

A injeção eletrônica pode ser tanto em ponto central, chamada de injeção monoponto (EFI), quanto em tantos pontos quanto forem os cilindros, denominada multiponto (MPFI). Ainda, a injeção multiponto pode ser seqüencial (SFI), a maioria hoje por razões de emissões. Na injeção seqüencial as válvulas se abrem segundo a ordem de ignição do motor. Assim, toda injeção SFI é multiponto.

As válvulas de injeção dos sistemas MPFI ou SFI localizam-se nos ramos do coletor de admissão, logo antes dos dutos de admissão do cabeçote. Começam a se popularizar na Europa os sistemas de injeção direta na câmara de combustão (GDI), mas esses motores ainda não podem funcionar no Brasil devido ao elevado teor de enxofre da nossa gasolina, que afeta os injetores.

Não existe manutenção preventiva do sistema de injeção, o que é uma boa notícia para os proprietários. O único trabalho é mandar fazer limpeza das válvulas (bicos) de injeção se o funcionamento do motor se tornar irregular e com falhas, sem que a luz de aviso de irregularidade se acenda.

Para prolongar ao máximo a eficiência das válvulas de injeção o carro deve preferencialmente ser abastecido com gasolina aditivada, que assegura a limpeza dos componentes por pelo menos 150.000 km, podendo passar disso. Curiosamente, alguns manuais de carros nacionais, como o do Honda Fit, por erro de tradução recomendam usar gasolina comum não-aditivada, mas isso não deve ser levado em consideração: nos países avançados toda gasolina é aditivada há pelo menos 10 anos.

A gasolina aditivada tem o efeito benéfico de manter limpo todo o sistema de alimentação, começando da bomba de combustível, bem como cabeçote, válvulas de admissão e escapamento e câmara de combustão. Deve ser usada também em veículos flexíveis em combustível (os flex atuais).

Deve ser lembrado que embora custe pouco mais, a gasolina aditivada mais do que compensa no longo prazo, pois evita despesas com limpeza de válvulas de injeção.

Uma recomendação: só abasteça em postos de bandeira conhecida (como, por exemplo, Esso, Petrobrás, Shell, Texaco). De outras bandeiras, só por recomendação de alguém que tenha experiência com um determinado estabelecimento. E fuja de combustível muito barato, pois como ninguém gosta de perder dinheiro, preço baixo é caminho certo para pôr no seu carro gasolina adulterada.


Juntas

Parte 1

O número é de impressionar. São mais de 100 aplicações de juntas em um carro. Elas são feitas de cortiça com borracha, chapa de aço (junta metálica) e também de chapa metálica revestida com verniz especial. A principal função é vedar fluidos, gases e distribuir uniformemente a temperatura.

Não existe um tempo determinado ou quilometragem para que as juntas sejam trocadas ou reparadas. As principais, e que podem comprometer o funcionamento do carro, ficam instaladas no cabeçote do cilindro e nos coletores de admissão e de escape. Como se pode perceber, estão em todos os cantos do carro.

A Manutenção Preventiva acontece por meio de observação sistemática, que pode ser feita por um especialista ou pelo próprio dono do veículo. No caso das juntas dos coletores de admissão e de escape, basta observar se a fumaça está saindo por algum lugar que não seja o cano de descarga. Isso pode ocorrer por conta do desgaste da junta ou de uma possível montagem errada. Caso haja algum vazamento, o veículo perderá potência, aumentará o barulho e consumirá mais combustível com o passar do tempo.

Parte 2

A junta mais importante de um veículo é a do cabeçote. O problema mais comum ocorre no caso de superaquecimento do motor que ocasiona a queima da própria junta. Uma montagem mal efetuada provocará vazamento de óleo. E se a vazão não for detectada a tempo, o motor pode até fundir, pois trabalhará sem a lubrificação necessária.

Por ocasião da queima do componente, a água destinada à refrigeração se mistura com o óleo, o que pode comprometer o bloco do motor, os cilindros, as válvulas e os pistões.O prejuízo, neste caso, será enorme. Se estivermos falando do motor de um carro 1.0, por exemplo, o custo pode chegar a quase 10% de seu valor. Sem falar que você vai perder o dia de trabalho, ficar parado na estrada, gastar mais com guincho e outros aborrecimentos.

Portanto, é recomendável sempre verificar se há algum tipo de vazamento de óleo na parte superior do motor. Outra dica é jamais manter o carro em funcionamento no caso de um aquecimento. Espere o motor esfriar. Só depois coloque água para fazê-lo andar ou chame um guincho para levá-lo até a oficina.


Radiador
Não é necessário fazer nenhuma manutenção periódica no radiador. Sua substituição deve ser realizada somente em caso de vazamento. Não se recomenda nenhuma lavagem externa, pois isto pode gerar danos na coméia, responsável pela troca térmica.


Retentores
Parte 1

A principal função dos retentores de um motor é vedar e reter óleos, graxas e outros tipos de fluidos. Além de coibir vazamentos, o retentor impede a entrada de impurezas como poeira, areia e terra para dentro do motor.

Como os retentores não têm um prazo de validade determinado, sua Manutenção Preventiva também é feita por observação. Ao menor sinal de vazamento de óleo, é preciso levar o veículo a uma oficina.

Se os retentores instalados no virabrequim e no comando de válvula estiverem em condições ruins, haverá vazamento de óleo perceptível ao simples olhar. Já o retentor que fica na haste da válvula, quando em más condições, provoca vazamento de óleo para dentro da câmara de combustão. Para detectar o problema, é necessário observar o veículo na primeira partida pela manhã. Se sair uma fumaça branca no escapamento, é sinal de que o retentor apresenta desgastes e o motor está queimando óleo junto com o combustível.

Parte 2

As conseqüências de um retentor em más condições de uso podem ser graves. A falta de cuidado com apenas um item pode prejudicar muitos outros. No caso específico do retentor, os danos vão desde o desgaste prematuro do disco de embreagem, entupimento do conversor catalítico (catalisador), aumento de consumo, diminuição da vida útil das velas até a quebra da correia dentada.

Você corre o risco de ficar parado a qualquer hora em qualquer lugar à espera de um guincho. Prejuízo e chateação na certa. Sem contar no risco de ficar com o carro quebrado em ruas pouco iluminadas durante a noite, por exemplo, ou em estradas de muito tráfego e sem acostamentos.


Lubrificante

O lubrificante tecnicamente indicado para o motor do carro garante sua função, mas sofre desgaste durante seu trabalho.

• Troque o óleo na hora certa providenciando antes disso a limpeza interna do motor.

• Substitua os filtros de óleo.

• Nos intervalos entre trocas não esqueça de verificar sempre o nível de óleo, completando quando precisar com um tratamento para o óleo adequado, restabelecendo as propriedades do lubrificante. Assim o motor tem tudo para estar sempre limpo e perfeitamente lubrificado.

Mangueiras
As mangueiras transportam óleo, combustível, ar e água. Elas funcionam como veias e artérias do corpo humano, alimentando todo o funcionamento do motor. Com o decorrer do tempo, se desgastam por causa das altas temperaturas. Elas podem ressecar, rachar ou furar. Fique de olho. Sempre que possível, verifique se há algum tipo de vazão.

Uma mangueira com vazamento pode causar sérias dores de cabeça. Se o problema estiver na mangueira do radiador, o motor pode superaquecer. Se a falha for na mangueira do combustível, corre-se o risco de um incêndio.

De acordo com recomendações do fabricante, sempre que uma mangueira apresentar algum tipo de problema, o ideal é haver uma substituição da peça com problema e de todas as outras. É sinal de que a vida útil está chegando ao fim. A simples verificação de vazamentos e a troca das mangueiras vão impedir que outros componentes sejam afetados e que você fique na mão, talvez na hora em que mais precisar de seu automóvel.



Motor

Mesmo no inverno, não deixe o motor funcionando muito tempo para aquecer. A temperatura ideal é atingida mais facilmente com o carro em movimento. Basta dirigir com suavidade.

-Nas trocas de óleo, jamais coloque o líquido além do nível indicado. O excesso acaba sujando as velas, prejudicando a queima de combustível. O carro vai acabar perdendo potência e consumindo mais combustível.

-Para garantir medição precisa, sempre faça a verificação dos níveis de óleo e água com o motor frio.

-Faça sempre as revisões e trocas de componentes no prazo recomendado pelo fabricante.

-Nunca abra a tampa do reservatório de água com o motor quente. Isso acaba despressurizando todo o sistema, gerando bolhas de ar que podem prejudicar a circulação da água e, em uma situação extrema, levar ao superaquecimento do motor.

-A manutenção do filtro de óleo deve ser feita conforme a recomendação do fabricante do veículo, porém é desejável que a cada troca de óleo se faça também a troca do filtro.

-Recomenda-se trocar o filtro de ar a cada 15 a 20 mil quilômetro, ou conforme orientação do fabricante. Já em locais locais de grande concentração de poeira, esta troca deve ser mais freqüente, uma vez que evita consumo excessivo de combustível, causado por perda de rendimento do motor.


Escapamento
Se o veículo possuir catalisador, evite fazê-lo pegar no tranco se o motor não pegar pelo meio normal. Se a ignição estiver defeituosa, o combustível que não é queimado pode chegar ao interior do equipamento e, quando o motor funcionar, a temperatura de funcionamento do catalisador se elevará demais. Se isso acontecer, o núcleo cerâmico do catalisador pode vir a se derreter e obstruir por completo o escapamento, o que leva à parada do motor.

A exceção para essa recomendação é quando a bateria está com carga normal e o defeito é no próprio motor de partida, que não vira o motor. Nesse caso não há contra-indicação para o pegar no tranco.

O sistema de escapamento é um item muito importante em qualquer automóvel e não deve ser modificado. Nas camionetas (peruas, station wagons, utilitários esporte), devido à zona de depressão que se forma na traseira ao trafegar, a orientação da saída do escapamento deve ser mantida original. Eventual modificação pode levar gases queimados a retornar e eventualmente adentrar a cabine, algo muito perigoso devido ao monóxido de carbono, um gás letal.

Pelo mesmo motivo, jamais rodar com tampa traseira aberta, mesmo em trajetos curtos.


Filtros
Parte 1

Um veículo é dotado, em geral, de quatro filtros de extrema importância para o funcionamento do veículo. São eles:

Filtro de óleo - retém as partículas sólidas e de carvão que ficam em suspensão no lubrificante e que poderiam ser prejudiciais às peças móveis do motor. É substituído integralmente em intervalos pré-determinados.

Filtro de ar - evita que partículas sólidas presentes no ar, como a poeira em suspensão mesmo nas cidades, sejam aspiradas pelo motor e causem danos internos. Atualmente todos os filtros de ar constituem-se numa carcaça, no interior da qual existe um elemento filtrante, fabricado de papel especial, que deve ser substituído periodicamente. Se não for feito, aumenta a restrição à passagem de ar, o que acarreta perda de potência e, consequentemente, aumento no consumo, uma vez que o motorista terá de acelerar mais para obter o mesmo desempenho.

Filtro de combustível - sua função é reter sujeira trazida pelo combustível e aquela produzida pelo próprio tanque, como ferrugem, que poderia provocar danos ao carburador ou, como é o caso hoje, às válvulas de injeção (bicos injetores). Ao fim de sua vida útil precisa ser substituído completo.

Filtro de micropoeira - também conhecido por filtro de pólen, fica localizado na entrada do sistema de ventilação de cabine, sendo feito de papel também. É importante por reter poeira que possa trazer bactérias para o interior do veículo.

Parte 2

Todo fabricante indica no Manual do Proprietário a quilometragem de troca dos filtros, mas nos de ar do motor e de cabine depende da região onde o carro é utilizado. Em condições de extrema poeira pode ser necessário realizar troca diária, mas hoje é uma situação rara. Mais uma vez, filtro sujo restringe o fluxo de ar apenas, não há outra conseqüencia.

Deve ser lembrado que filtro de ar tem também a função de reduzir o ruído de aspiração do motor e concorre para as suas características de funcionamento. Por isso não deve ser modificado e nem substituído por outros “esportivos”.

Dicas para seu veículo: Part IV

Tampas automotivas também necessitam de manutenção

Você, que sempre se preocupou com a manutenção de pneus, freios, câmbio, óleo e água do radiador de seu veículo, é fundamental também estar atento à troca preventiva das tampas do seu carro?

O mau estado das tampas dos reservatórios de água, óleo, combustível e de partida a frio, do radiador e da direção hidráulica pode provocar acidentes graves e danos a outros componentes do veículo, além de poluição ao meio ambiente.

Confira:

Na Tampa do Radiador causa a inoperância do veículo, funcionamento inadequado do sistema; perda de água e aquecimento excessivo do líquido; queima da junta do motor e travamento ou queima do motor.

Na Tampa do Reservatório de Partida a Frio causa vazamento de combustível (desperdício e aumento do consumo); risco de incêndio; degradação dos componentes; forte odor que pode causar náusea e dor-de-cabeça e o não atendimento à legislação vigente.

Na Tampa do Reservatório de Combustível causa vazamento de combustível (desperdício e aumento do consumo); risco de incêndio; forte odor que pode causar náusea e dor-de-cabeça e o não atendimento à legislação vigente.

Na Tampa do Reservatório de Água causa inoperância das válvulas; funcionamento inadequado do sistema; perda de água; aquecimento excessivo do líquido; queima da junta do motor e travamento ou queima do motor.

Na Tampa do Reservatório de Óleo causa a degradação dos componentes; perda de elasticidade ou fissuras da borracha e vazamento de óleo do motor.


Lubrificação do motor
Um dos sistemas mais importantes de todo motor é o de lubrificação. Por isso, o nível de óleo deve estar sempre entre as marcas “Mín.” e “Máx” da vareta de medição, garantia de que a bomba tem condições de captar no cárter o óleo necessário e de que o lubrificante não alcance as partes superiores dos cilindros e câmaras de combustão do motor, respectivamente, ambos os casos de efeito totalmente indesejável. Um, por danos ou quebra do motor; outro, por carbonização excessiva, que ocasiona batida de pino e perda de rendimento.

O proprietário precisa ficar atento às recomendações do fabricante quanto às especificações do óleo e às ocasiões de troca. É muito importante considerar o tipo de utilização do veículo, que influi diretamente nessas ocasiões. Se o carro for utilizado em distância curtas, menos de 10 quilômetros; permanecer em marcha-lenta grande parte do tempo; circular em ambiente extremamente empoeirado; trafegar constantemente no anda-e-pára das cidades; e for usado para rebocar cargas pesadas, o momento da troca deve ser abreviado em 50%, tanto em quilometragem quanto em tempo.

É de capital importância também o filtro de óleo, que se destina a reter impurezas as mais diversas, que de outra maneira permaneceriam em circulação no motor, ocasionando redução de sua vida útil ou mesmo danos. As instruções do fabricante também devem ser seguidas em relação ao filtro, geralmente substituição na primeira troca de óleo e depois a cada duas. O consumidor dispõe dos filtros de óleo da marca WIX, cuja qualidade é comprovada pela satisfação de milhares de proprietários.


Sistema de Arrefecimento
Parte 1

Muitos pensam que o sistema de arrefecimento do carro resume-se apenas ao radiador. Ele é uma peça importante, mas sozinho não garante a temperatura ideal para o motor trabalhar. Três componentes são de fundamental importância no funcionamento do sistema: a válvula termostática, o termo-interruptor e o sensor de temperatura. Juntos, eles comandam a refrigeração do motor.

Estes componentes possuem uma vida útil de 30.000 km. Geralmente os sintomas mais leves que indicam a necessidade de levar os veículo até uma oficina por falta de cuidados com o sistema de arrefecimento são: nível do líquido de arrefecimento baixando constantemente e com cor de ferrugem, temperatura de trabalho inadequada (tanto alta, quanto baixa), consumo excessivo de combustível, rotação do motor alterada e queda de potência.

Parte 2

A primeira peça a “pedir socorro” por falta de uma Manutenção Preventiva do sistema é a junta do cabeçote. Se o sistema não estiver funcionando corretamente pode causar o superaquecimento, queimar a junta e causar um estrago enorme dentro do motor, que pode vir a fundir.

O inverso – trabalhar abaixo da temperatura especificada por fábrica – também é danoso e os estragos, como o travamento, são muito semelhantes aos do superaquecimento. Além disso, o motor que trabalhar com a temperatura irregular terá sua vida útil drasticamente diminuída.


Sistema de arrefecimento II
Válvula Termostática

Todo mundo sabe que o radiador é a peça que mantém a temperatura da água de refrigeração do motor, e por conseguinte ele próprio, dentro do previsto pelo fabricante do veículo. É no radiador que o calor do motor absorvido pela água passa para o ar ambiente, isso num regime de permanente circulação entre motor e radiador.

Há momentos, porém, em que a água não precisa e nem deve chegar ao radiador, que é quando o motor está frio ou não está produzindo potência, como ao descer uma longa serra. Esse controle é feito por uma peça chamada válvula termostática. A peça é um pequeno conjunto de mola, válvula propriamente dita e um sistema de expansão baseado em temperatura, instalado na passagem de água e geralmente na saída que leva ao radiador. Enquanto a temperatura da água não chegar a um certo valor, em torno de 80° C, a válvula permanece fechada e não deixa a água seguir para o radiador. Acima disso ela começa a abrir e chega ao ponto de máxima abertura ao redor de 95° C.

O bom funcionamento da válvula termostática assegura período de aquecimento logo após a partida, dessa forma permitindo que seja logo alcançada a temperatura ideal. Entre os benefícios do curto período de funcionamento frio, há melhor atomização da mistura ar-combustível, o que acaba reduzindo o consumo; produção quase imediata de ar quente, qualidade apreciada nas regiões mais frias do país; maior fluidez do óleo lubrificante, protegendo mais eficazmente o motor contra o atrito; melhor resposta e potência do motor poucos minutos após a partida. No caso de descida de serras, evita que o motor esfrie demais, mantendo-se as vantagens já citadas.

Nos motores de injeção eletrônica, a água muito fria, medida pelo sensor de temperatura, “engana” o sistema de gerenciamento do motor, que assim determina enriquecimento desnecessário da mistura ar-combustível. As conseqüências são aumento de consumo, funcionamento deficiente do motor e contaminação do óleo lubrificante, além de possível dano ao catalisador.

Os cuidados com a válvula termostática felizmente são poucos. A água do sistema deve manter a proporção da mistura com aditivo de radiador recomendada pelo fabricante do veículo (evitar adicionar apenas água, pois a proporção é alterada). Cada fábrica tem suas próprias recomendações também quanto à marca, mas tal aditivo sempre é um composto à base de etilenoglicol. Além do líquido de arrefecimento correto contribuir para a refrigeração do motor, pois se eleva a temperatura em que a água ferve, é importante para manter válvula termostática lubrificada e funcionando bem. A cada 30.000 km, diz a MTE-Thomson divisão Temperatura, que fabrica o componente, a válvula termostática deve ser inspecionada por um mecânico, que na remontagem deve utilizar junta ou anel de vedação novo.

Ventilador

O sistema de arrefecimento do motor de praticamente todos os carros conta com um ventilador, que se destina a acelerar a passagem de ar pelo radiador e desse modo possibilitar ou acelerar a troca de calor da água para o ar. Mas na década de 70 surgiu uma nova maneira de movimentar o ventilador. Em lugar de uma correia trapezoidal levar movimento do virabrequim do motor, por meio de uma polia, para o ventilador, surgiu um pequeno motor elétrico para fazer o ventilador funcionar.

Hoje o ventilador elétrico impera na indústria automobilística por suas vantagens incontestáveis. Ele só funciona quando é necessário, como ao estar o veículo parado com o motor funcionando, num congestionamento, ou trafegando em velocidade muito baixa, em que passa pouco ar pelo veículo. Exatamente ao contrário do ventilador mecânico, que está com baixa rotação quando mais ar é necessário e girando rapidamente quando não é preciso, como numa estrada.

Há uma pequena porém importante peça para comandar o funcionamento do ventilador elétrico, que é o interruptor térmico. É constituído basicamente de um corpo rosqueado na parte inferior do radiador, dentro do qual há um disco bimetálico calibrado para se expandir numa determinada faixa de temperatura. Quando água esquenta acima de um certo ponto, o disco se expande e movimenta um pequeno pino, que por sua vez fecha um interruptor e alimenta o motor do ventilador com corrente elétrica. A água depois de alguns minutos esfria o suficiente para o interruptor térmico abrir o circuito, e o ventilador pára de funcionar.

Outro interruptor térmico é empregado para comandar a luz de advertência de motor superaquecido, no carro que não possuem termômetro, sempre funcionando no mesmo princípio. Só que em vez de ligar o ventilador, faz acender uma luz no painel.

É bom checar os interruptores térmicos a cada 30.000 km, aconselha a MTE-Thomson, ou antes, caso seja notada qualquer deficiência do sistema de arrefecimento, que na maior parte das vezes é indicada pela luz no painel ou, se for caso, pelo ponteiro do termômetro tendendo a se aproximar da zona indicada como quente.